O que é ser rico para você? Para mim, ser rico é viver com qualidade de vida e acumular paulatinamente um patrimônio que gere rendimentos cada vez maiores para que eu dependa cada vez menos da renda obtida através do meu trabalho.

Fazendo isso e tentando manter o padrão de vida atual, atingirei meu objetivo de “ficar rico” em pouco tempo.

Certamente cada leitor terá uma definição diferente de “ser rico”, entretanto não queria discutir neste artigo quem está certo ou errado. Até porque alguns podem achar que ser rico nada tem a ver com ter dinheiro. E outros podem achar que apenas ter muito dinheiro já significa ser rico.

Qualidade de vida, independência financeira, padrão de vida aceitável…

Apesar de existirem infinitas definições para riqueza (e muitas delas seguramente serem aceitáveis), duvido que alguma descarte a qualidade de vida.

De nada adianta ter muito dinheiro senão for possível viver com qualidade.
Comprar carrões ou casas enormes certamente trará uma sensação de satisfação. Mas essa satisfação é efêmera. Não dura muito tempo…

A grande recompensa é poder passar ótimos momentos com as pessoas que amamos e vivenciar experiências enriquecedoras.

Comprar roupas de marca é legal. Comprar um carro novo também. Quem não gosta? Mas investir num negócio próprio ou fazer uma grande viagem é muito melhor!

Sou meio suspeito para falar de viagens, até porque já deixei claro por aqui que viajar é minha despesa favorita.

Outro fator muito importante para alcance (e manutenção) da riqueza é a independência financeira. Ter muito dinheiro agora não significa que terei muito dinheiro no futuro.

Se não colocarmos nosso dinheiro para render, uma dia ele acabará, independente de quanto ganhamos.

Basta fazer uma rápida pesquisa e você descobrirá casos de pessoas que ganharam milhões na loteria (e até em reality shows) e perderam tudo!

Por isso que é tão importante adquirir educação financeira para aprender a economizar, poupar e investir nosso dinheiro. E para saber que essas três palavras não são a mesma coisa.

Por último, é fundamental encontrar um padrão de vida aceitável, que seria possível levá-lo para o resto da vida.

De nada adianta receber um aumento salarial se as despesas crescerem na mesma proporção. À medida que precisamos de mais dinheiro para manter o padrão de vida, ficamos cada vez mais distantes de alcançar a independência financeira.

Existem pessoas que ganham muito dinheiro, mas vivem de maneira simples. Carros que não chamam a atenção, apartamentos sem muito luxo e que não andam por aí apenas com roupas de grife.

Conheço algumas poucas pessoas assim. E admiro cada uma delas.

O problema é a dificuldade em se controlar para não gastar mais quando temos mais dinheiro. Para muitos (infelizmente), o simples fato de aumentar a receita automaticamente significa ter mais dinheiro para gastar. E isso é errado!

Sensação de liberdade ou de prisão: o que você prefere?

Quando eu percebo um aumento nas minhas receitas (salários, dividendos, renda extra), me sinto mais próximo da liberdade. E minha liberdade é investir para alcançar a independência financeira.

Comprar um carro ou um imóvel, na maioria das vezes, significa que contratei um financiamento. Por longos anos. E ter uma dívida me aprisiona. Quem está (ou já esteve) num financiamento longo sabe o que estou falando…

Estar preso é o oposto de estar livre. E eu prefiro infinitas vez mais a liberdade, a dependência. Por isso sempre faço essa reflexão antes de tomar qualquer decisão financeira.

Pergunto a mim mesmo: “Essa decisão que estou prestes a tomar está me aproximando ou me afastando dos meus objetivos financeiros?

Nada impede que alguns objetivos financeiros sejam voltados para o consumo, afinal todos temos desejos e anseios. Mas a maioria deve focar o crescimento do patrimônio. E a independência financeira também deve estar entre nossas prioridades.

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